Histórico

Podemos afirmar que o nosso modelo de “desenvolvimento”, hoje, gera o desperdício, a degradação ambiental, a exclusão social, a perda da qualidade de vida e consequentemente, a perda da qualidade da experiência humana.

 

Está evidente que o modelo de desenvolvimento adotado na forma atual, baseado na apropriação da natureza como propriedade privada, coloca natureza e sociedade em forte conflito. Os problemas socioambientais são graves, exigem respostas imediatas e precisam ser encarados como responsabilidade de todos.

 

Considerando o modo de interação do ser humano com a natureza, por meio de suas relações sociais, de trabalho, da ciência, da arte e da tecnologia, é preciso desenvolver ações práticas que contribuam para o desenvolvimento de competências e habilidades que permitam colocar cada indivíduo como sujeito do seu próprio processo de tomada de consciência em relação a sua responsabilidade para com o mundo e todos os seres vivos.

 

Nesse contexto, as diversas instituições educativas, escolas, ong´s e outros agentes sociais, devem ampliar seus horizontes e adotar posturas comprometidas com um novo modo de pensar e agir. É a busca de uma educação para o ambiente ou educação ambiental.

 

Uma educação para o ambiente apenas aparece recentemente e suas finalidades foram definidas pela UNESCO, logo após a Conferência de Belgrado (1975) nos seguintes termos:

 

“Formar uma população mundial consciente e preocupada com o ambiente e com os problemas com ele relacionados, uma população que tenha conhecimento, competências, estado de espírito, motivações e sentido de empenhamento que lhe permitam trabalhar individualmente e coletivamente para resolver os problemas atuais, e para impedir que eles se repitam”.

 

A Educação Ambiental, como componente essencial no processo de formação e educação permanente, com uma abordagem direcionada para a resolução de problemas, contribui enormemente na difusão de novas práticas sociais. As ações para o ambiente são necessariamente coletivas, e, esse resgate do pensar e agir coletivamente é o relevante na educação ambiental. É o sistema educativo mais relevante e mais realista e estabelece uma maior interdependência entre estes sistemas e o ambiente natural e social, com o objetivo de um crescente bem estar das comunidades humanas.

Após algum tempo lecionando aulas de Fundamentos de História e Geografia do Amazonas, a professora Iêda Maria Rocha Bernardes, percebeu que se falava sobre conservação e preservação da Amazônia, dentro de salas de aula, cercada por uma área verde pertencente à instituição onde se localizava o prédio da escola.

Percebeu-se que, enquanto se falava sobre alguma espécie amazônica, usando como referência as pesquisas pessoais realizadas para produção do material didático das aulas, os alunos não mostravam entusiasmo algum com aquela “floresta de papel” e se perdiam olhando o mundo verde que os rodeava além das janelas das salas.

As aulas passaram a ser ministradas debaixo de mangueiras, o que não foi má idéia pois as salas de aula não eram refrigeradas, o que transformava as aulas em momentos insuportáveis devido ao calor.

Notou-se a felicidade e liberdade dos alunos, que criaram então expectativas sobre os dias das aulas. Era preciso ainda resgatar algo adormecido nos alunos, que os identificassem com o mundo amazônico. Esse algo era o resgate cultural aliado à necessidade da preservação e conservação da Amazônia, “nosso imenso mundo verde”

Nesse sentido a Escola Municipal Pintor Leonardo Da Vinci  está arregaçando a manga, com a implementação do projeto AFRA – Árvores Frutíferas da Região Amazônica, que visa mudar a realidade da comunidade onde está inserida, trabalhando a consciência ambiental de todos os envolvidos no processo ensino-aprendizagem, para que num futuro próximo possamos ter atitudes e valores, em favor da preservação da vida, repensando nossa postura com relação ao Meio Ambiente.