Biojóias AFRA

 

Biojoias da Amazônia ganham espaço nas joalherias do Brasíl



Empresa amazonense Amazon Rose lançou uma coleção de peças produzidas a partir de resultados de pesquisa científica e tecnológica no Amazonas.

 

Biojoias ganham cada vez mais espaço nos mercados local e nacional. Ciente disso, a empresa amazonense Amazon Rose lançou na semana passada uma coleção de peças produzidas a partir de resultados de  pesquisa científica e  tecnológica no Amazonas.
O projeto “Joias com a cara da Amazônia” foi desenvolvido desde dezembro de 2008 e concluído em julho de 2010, com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM) em parceria com a Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico (Seplan) e Financiadora de Estudos e Pesquisas (Finep) por meio do Programa Amazonas de Apoio à Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação em Micro e Pequenas Empresas (Pappe Subvenção Finep Amazonas).

A engenheira florestal Rose Dias, proprietária da Amazon Rose, explicou que para a conclusão e produção das biojoias (anéis, pulseiras e colares) foram realizadas pesquisas para verificar a toxidade (parte química das madeiras), anatomia da madeira (identificação de  espécies adequadas às biojoias) e qualidade da matéria-prima. “Foi feito todo um estudo de base para verificar a densidade, a toxidade da madeira com a finalidade de fornecer parâmetros para o desenvolvimento das peças”, disse.

 

Importância do financiamento

 

Com o financiamento do Pappe Subvenção, foi possível desenvolver a tecnologia para aplicação de prata e ouro nas biojoias, bem como trabalhar com sementes de tucumã, açaí, jarina e paxiúba, todas provenientes de palmeiras amazônicas, por serem mais resistentes.

“Utilizamos madeiras certificadas de espécies, como Pau-rainha, Angelim-vermelho e Angelim-rajado, Maçaranduba, Louro-faia e outras. Elas são aplicadas em marchetaria (técnica de marcenaria) e desenvolvidas peças únicas e exclusivas”, disse Dias, destacando o diferencial deste projeto de inovação.

Com investimentos da ordem de R$ 97 mil concedidos pelo Pappe Subvenção, a Amazon Rose conseguiu atingir uma padronização no processo produtivo das peças. “Pretendo ampliar o leque de inovação e, dessa forma, deveremos participar de outros editais voltados para inovação tecnológica”, afirmou.

Dias destacou que a proposta do projeto foi mostrar que o Amazonas tem potencial e tem que ser visto sob essa ótica da inovação tecnológica. “Com ciência e pesquisa, vamos valorizar a nossa biodiversidade, pois trabalhar com essa matéria-prima regional é uma iniciativa que pode impulsionar o desenvolvimento sustentável do Amazonas, gerando alternativas de renda às comunidades ribeirinhas”, afirmou Dias.

(http://d24am.com/amazonia/ciencia/biojoias-da-amazonia-ganham-espaco-nas-joalherias-do-brasil/4410)